sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Insanidades claras da impercepção do inacessível

"The Notebook"

Paixão que me rasga a pele e se infiltra em ti

Desejo que te consome em todas as horas vagas

Ardor que nos percorre incessantemente e controla os nossos ossos como só a lua sabe

Desconheço a origem do poder que te atribuiram...

Não é justo conheceres-me tão bem

Condena-me pela incapacidade de me saciar

Atiraram-me às feras e agora não quero descobrir o caminho de volta

Declarações de amor?

Amor declarado?

Em ti me declaro, na tua boca me confesso

O mundo que se dane, quero lá saber o que eles pensam do meu Âmago

Que se lixem todos...

O meu sentimento é só meu, o meu sentimento é só teu!

Agarra-me e consome-me

Limpa-me de pudores e deixa-me levar-te ao extremo

Não te penso, vivo-te, quero-te experienciar, quero-te 'usar' até ao fim

No espaço onde os meus pensamentos flutuam emerge a ira da paixão que não se recalca

Não há universo suficiente

Sei que jamais existirá algo mais além do que sabemos ser verdade dentro de nós

Não procurei a verdade, encontrei-a

Encontrei-me na busca pelo sorriso

Descobri-te no momento exacto de imperfeição do destino correcto onde me perdia e levei-me ao que sempre quis nunca deixando de valorizar a conveniente inconveniência do segundo exacto, do olhar certo

És o que eu sonho ou sonho o que quero que sejas?

Sou o que acredito ou acredito no que quero ser negligenciando tudo aquilo que poderia ser em prol do comodismo do nada fazer?

Sou o que busco ou não interessam descobertas e questões filosóficas e ou metafísicas que não nos transportam além do buraco em que nos abandonaram...

Devaneios por entre frases perdidas da minha mente terrivelmente amalucada e que procuro descodificar como extremamente sã

Divirto-me na loucura que as palavras nos permitem nunca descurando do sentimento que trago dentro e que sei multiplicar a cada segundo

Vivo!??! VIVO sim

E AMO... Amo-te, amo-me mas essencialmente, amo a Vida


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