Paixão que me rasga a pele e se infiltra em ti
Desejo que te consome em todas as horas vagas
Ardor que nos percorre incessantemente e controla os nossos ossos como só a lua sabe
Desconheço a origem do poder que te atribuiram...
Não é justo conheceres-me tão bem
Condena-me pela incapacidade de me saciar
Atiraram-me às feras e agora não quero descobrir o caminho de volta
Declarações de amor?
Amor declarado?
Em ti me declaro, na tua boca me confesso
O mundo que se dane, quero lá saber o que eles pensam do meu Âmago
Que se lixem todos...
O meu sentimento é só meu, o meu sentimento é só teu!
Agarra-me e consome-me
Limpa-me de pudores e deixa-me levar-te ao extremo
Não te penso, vivo-te, quero-te experienciar, quero-te 'usar' até ao fim
No espaço onde os meus pensamentos flutuam emerge a ira da paixão que não se recalca
Não há universo suficiente
Sei que jamais existirá algo mais além do que sabemos ser verdade dentro de nós
Não procurei a verdade, encontrei-a
Encontrei-me na busca pelo sorriso
Descobri-te no momento exacto de imperfeição do destino correcto onde me perdia e levei-me ao que sempre quis nunca deixando de valorizar a conveniente inconveniência do segundo exacto, do olhar certo
És o que eu sonho ou sonho o que quero que sejas?
Sou o que acredito ou acredito no que quero ser negligenciando tudo aquilo que poderia ser em prol do comodismo do nada fazer?
Sou o que busco ou não interessam descobertas e questões filosóficas e ou metafísicas que não nos transportam além do buraco em que nos abandonaram...
Devaneios por entre frases perdidas da minha mente terrivelmente amalucada e que procuro descodificar como extremamente sã
Divirto-me na loucura que as palavras nos permitem nunca descurando do sentimento que trago dentro e que sei multiplicar a cada segundo
Vivo!??! VIVO sim
E AMO... Amo-te, amo-me mas essencialmente, amo a Vida

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